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Inglês para Leitura

A importância do contexto

Revista Nova Escola - Edição Especial | Janeiro 2010

Para compreender de fato um texto em outro idioma, é preciso evitar a muleta da tradução palavra por palavra. Recursos visuais, esquemas e anotações ajudam muito na tarefa

Ivan Paganotti (novaescola@atleitor.com.br)

A pergunta é recorrente: por que insistir que os alunos leiam um idioma estrangeiro se eles demonstram dificuldade até mesmo para se virar em português? Isso quer dizer que, antes mesmo de falar em estratégias de leitura para a disciplina, os professores de Língua Estrangeira precisam defender a relevância do conteúdo que ensinam...

Felizmente, não é tão difícil fazê-lo: aprender idiomas amplia as capacidades de comunicação e expressão, sobretudo num mundo em que as fontes de informação (alguém aí pensou em internet?) são encontradas em diferentes línguas. Para chegar lá, em vez de trabalhar com gêneros (leia o quadro abaixo), muita gente ainda trilha o caminho tradicional da tradução de textos e da memorização de vocabulário. Já há teoria e prática suficientes para dizer que essas não são as melhores opções.

"Os alunos não precisam compreender palavra por palavra para dar sentido a um texto. O que se faz, inicialmente, é uma leitura geral. Depois dela, pergunta-se o que entenderam", diz Cláudio Muzzio, professor de Espanhol do Colégio Miró, em Salvador. O que se espera é que se comparem as ideias principais com as hipóteses anteriores à leitura (leia o infográfico).

Quase sempre, a resposta para tais perguntas não exige uma consulta frenética ao dicionário inglês-português para verter cada termo. Muitas vezes, é possível deduzir palavras pelo contexto. Em outras, o entendimento delas não é tão importante: são auxiliares e não modificam substancialmente os conceitos apresentados.

Para que a turma atue assim, é preciso, antes de tudo, mobilizá-la para ler em outro idioma. Uma saída é apontar que determinadas informações de artigos científicos, notícias e manuais de instrução de jogos ou programas importados não apresentam traduções. Ou seja, se dependermos só do português, ficamos sem os dados de que necessitamos. "Outra possibilidade é mostrar casos em que se encontram mais informações em língua estrangeira do que na materna", explica Andrea Vieira Miranda Zinni, coordenadora de inglês da Escola Stance Dual, na capital paulista, e selecionadora do Prêmio Victor Civita – Educador Nota 10. Isso fica evidente, por exemplo, quando comparamos o número de artigos em inglês (mais de 3 milhões) na Wikipedia, enciclopédia livre e colaborativa online, com os verbetes em português (que só recentemente superou a casa dos 500 mil). Além disso, muitos artigos estão mais completos em idiomas que não o português, principalmente quando tratam de temas próprios da realidade de outros países – como o verbete sobre Halloween, o Dia das Bruxas, que não explica, na versão nacional, a origem da tradição de fazer lanternas com cascas de abóbora.

Gêneros privilegiados em Língua Estrangeira

Biografia
O relato sobre a vida de personagens históricos ou que impactam a sociedade atual permite conhecer um pouco sobre a pessoa e os eventos retratados – o que ajuda muito na compreensão do texto em idioma estrangeiro. Com menor complexidade estilística e estrutura marcadamente cronológica, as biografias são um bom suporte para estudar tempos verbais e a função de adjetivos e advérbios na qualificação de personagens.

Texto Jornalístico
Assim como as biografias, os alunos podem ter algum conhecimento sobre os eventos, o que ajuda a construir hipóteses sobre o sentido do texto.

Texto instrucional
Muitos manuais de programas de computador ou de jogos de videogame não apresentam versões em português. Longe de ser uma barreira, isso pode se tornar uma oportunidade para o aluno trabalhar com o idioma, estudando o imperativo e sua relação com a descrição de tarefas.

Canção
Opção certeira entre os gêneros ficcionais, músicas de grupos internacionais agradam por já estarem naturalmente presentes no mundo dos estudantes. O uso complementar de videoclipes pode ajudar os alunos a visualizar os temas presentes na letra da música.



Explorar as pistas para pensar em outro idioma

Outra lembrança importante diz respeito aos programas de tradução automática disponíveis na web, como o Google Tradutor (translate.google.com.br), que estão longe de ser uma solução definitiva para entender textos em uma língua estrangeira. "Eles traduzem palavras, mas não ideias, e o resultado muitas vezes fica incompreensível. O aluno precisa associar palavras e estruturas na forma como elas são pensadas na língua em questão", argumenta José Porto Justa, professor de Inglês do Colégio 7 de Setembro, em Fortaleza.

Vencido esse ponto inicial, dedique sua atenção à escolha dos tipos de texto que serão trabalhados. A recomendação básica de todas as disciplinas também serve aqui: para que a leitura e a escrita sejam significativas, é necessário apresentá-las em situações comunicativas, contextualizando sua função social e as práticas cotidianas em que estão inseridas. Entre os gêneros ficcionais, destaque para variedades com os quais a moçada já tenha familiaridade na língua materna, como fábulas, contos maravilhosos e histórias em quadrinhos. No campo dos não-ficcionais, preferência para os que tratam de atualidades ou situações da vida cotidiana, como reportagens, textos instrucionais (receitas culinárias, manuais de instalação etc.) e biografias.

Também vale a pena apostar em um autêntico campeão de crítica e de público: as canções, que os estudantes adoram e que aliam várias facetas interessantes para você. Elas são parte do dia a dia da garotada e exemplos da prática real do idioma estrangeiro, além de construir representações líricas que só podem ser compreendidas em outro idioma – envolvem, por exemplo, jogos de palavras que se perdem nas traduções. "Trabalho muito com músicas em espanhol porque os jovens já conhecem a letra delas e escutam muitas nas novelas e no rádio. Esse é um tipo de texto que eles adoram", afirma Cláudio Muzzio. Faz sentido: o contato prévio do aluno pode ajudar bastante a guiar a sua leitura e a prever seus possíveis sentidos.

O que sei, o que quero saber, o que aprendi

Nas aulas da escola Stance Dual, o professor e a turma do 6º ano constroem juntos uma tabela de entendimento do texto.


Foto: Rogério Albuquerque

O PRÉVIO
A coluna K, de what I know, indica o que os estudantes sabem sobre o texto. Deve ser preenchida no levantamento de hipóteses.

AS DÚVIDAS
A coluna W, de what I want to know, lista perguntas da turma. É preenchida antes da leitura ou na exploração inicial do texto.

AS LIÇÕES
A coluna L, de what I learned, mostra as contribuições do texto para a compreensão do tema. É preenchida depois da leitura.

TUDO EM INGLÊS
Com o professor atuando como escriba, o quadro deve ter apenas expressões no idioma estrangeiro, mesmo que a turma use o português.


Hipóteses, perguntas e informações lado a lado

Para ajudar na interpretação do que se lê, um recurso bastante utilizado é uma tabela específica – se a disciplina for o Inglês, será uma tabela do tipo K-W-L. "Ela tem a vantagem de conjugar diagnóstico, com um levantamento do que já se sabe, inferências sobre o texto e uma checagem daquilo a que ele atendeu ou não", resume Andrea.

A tabela tem uma lógica simples, o que permite sua adaptação também para o espanhol. Funciona assim: na coluna da letra K (de what I know, "o que eu sei"), entra tudo o que a turma conhece sobre o tema e o gênero do texto. A coluna W (de what I want to know, "o que eu quero saber") é o espaço para reunir as perguntas que desejamos esclarecer. A terceira coluna, por sua vez, é a L (de what I learned, "o que eu aprendi"), lugar das principais informações coletadas. Um levantamento prévio das hipóteses e dúvidas da turma sobre o assunto deve servir para preencher, respectivamente, a primeira e a segunda coluna. Depois disso, é hora de explorar o texto.

Outra atitude essencial é incentivar o uso do idioma nos procedimentos de estudo. Em Língua Estrangeira, dois são os mais importantes: os esquemas (leia o quadro abaixo) e as anotações. "Anotando no idioma do texto que está lendo, o aluno pensa na língua que está estudando, algo fundamental para a compreensão", argumenta Andrea. Claro que as dúvidas sobre palavras desconhecidas não vão desaparecer apenas com essas providências – não resta dúvida de que o uso dos dicionários continua sendo importante. Porém, dentro dessa perspectiva, o mais adequado é utilizar modelos que não traduzam os termos, mas ofereçam sinônimos ou explicações no mesmo idioma.

A recomendação básica de utilizar ao máximo a Língua Estrangeira vale também para as interações orais em sala – assim, você serve como uma referência para a comunicação. Prepare-se para usar recursos imagéticos complementares – como levar fotos de apoio sobre palavras que de antemão você sabe que vão levantar dúvidas. O auxílio também pode vir do vídeo. Em sua turma de 9º ano, o professor José Porto Justa costuma apresentar o clipe de The 3 Rs, do americano Jack Johnson, que versa sobre reciclagem, redução e reutilização. "Como o vídeo é muito ilustrado, ele contextualiza e levanta o vocabulário básico sobre o tema, que depois exploramos na leitura de outros textos", explica.

Feito isso, é hora de preencher a última coluna da tabela K-W-L com as respostas às dúvidas. Você pode atuar como escriba, mas não se esqueça de pedir que as respostas estejam embasadas pelas anotações feitas durante a leitura. É uma boa forma de mostrar que os procedimentos de estudo auxiliam (mesmo!) na compreensão do que se leu.

Procedimento de estudo – Esquema

Composto de palavras-chave organizadas graficamente, ele permite visualizar como se articulam as informações destacadas


Foto: Rogério Albuquerque

Os esquemas procuram organizar graficamente as informações presentes em textos ou que serão usadas como base para a produção escrita ou oral. Eles representam articulações entre elementos por meio de quadros, setas e diagramas – o que facilita a compreensão de textos em idiomas estrangeiros. Dependendo do tipo de texto, há várias configurações possíveis. "Com base num artigo de revista sobre bullying, os alunos podem construir uma tabela com suas causas e seus efeitos", exemplifica Andrea. Isso não só ajuda a compreender o termo em Inglês, mas também permite visualizar funções gramaticais baseando-se no esquema gráfico ao trabalhar conectivos de causalidade e consequência. Depois, a tabela pode ser o ponto de partida para a produção escrita dos alunos, como um panfleto que identifique os sinais e perigos do bullying. Outro esquema possível é construir uma linha do tempo, balizando o desenrolar da história pelos principais eventos cronológicos. Também se pode "mapear personagens" ao identificar suas falas, comparando-as com opiniões de outros participantes da história e do próprio aluno sobre esse personagem. Textos de não-ficção, como reportagens, podem ser esquematizados com base em tabelas que respondam aos "5 Ws" – what, who, when, where, why ("o que, quem, quando, onde e por que"), relacionando-os com o enredo, personagens, espaço, tempo e causas da história.

 

From: http://revistaescola.abril.com.br/lingua-estrangeira/pratica-pedagogica/importancia-contexto-526604.shtml

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